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Temas de Saúde Mental
( Indicado como Bibliografia dos Concursos Públicos para Psicólogo de Duque de Caxias, 2000, Campos dos Goitacazes, 2001, Itaperuna, 2001, para o Curso de Pós graduação em Práticas Psicológicas em Instituições Públicas da UFF e para a Residência em Saúde Mental do Hospital Philipp Pinel, RJ )
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| Prefácio e Prólogo | pág. 9 e 15 |
| 1. Comentários a "Problemas na Implantação de Hospital Noite em um Hospital Psiquiátrico"* | pág. 19 |
| 2. Problemas na Implantação de Hospital Noite em um Hospital Psiquiátrico (1977) | pág. 27 |
| 3. Comentários a "Grupo de Família em Clínica Mantida pelo INPS" | pág. 31 |
| 4. Grupo de Família em Clínica Mantida pelo INPS - (1977) | pág. 35 |
| 5. Comentários a "Tratamento de Psicóticos-Uma Avaliação da Situação em Nosso Meio" | pág. 39 |
| 6. Tratamento de Psicóticos - Uma Avaliação da Situação em Nosso Meio (1980) | pág. 45 |
| 7. Comentários a "Macro-Grupo: A Instituição em Debate" | pág. 51 |
| 8. Macro-Grupo: A Instituição em Debate - (1980) | pág. 55 |
| 9. Comentários a "A Internação Psiquiátrica e suas Modificações" | pág. 59 |
| 10. A Internação Psiquiátrica e suas Modificações - (1980) | pág. 69 |
| 11. Comentários a "Treinamento em Grupo Operativo num Trabalho Hospitalar Comunitário. Relato de Uma Experiência" | pág. 75 |
| 12. Treinamento em Grupo Operativo num Trabalho Hospitalar Comunitário. Relato de Uma Experiência - (1982) | pág. 81 |
| 13. Comentários à "Possibilidade de Transformação do Hospital Psiquiátrico Asilar" | pág. 91 |
| 14. Possibilidade de Transformação do Hospital Psiquiátrico Asilar - (1982) | pág. 97 |
| 15. Comentários à "Ambulatórios: A Clínica e o Social" | pág. 103 |
| 16. Ambulatórios: A Clínica e o Social - (1990) | pág. 107 |
| 17. Comentários a "Uma Crítica à Formação na Área de Saúde: Uma Experiência de Ensino no Internato Rural da UERJ, Resende, RJ" | pág. 113 |
| 18. Uma Crítica à Formação na Área de Saúde: Uma Experiência de Ensino no Internato Rural da UERJ, Resende, RJ - (1994) | pág. 119 |
| 19. Comentários a "A Micropolítica na Área de Saúde" | pág. 131 |
| 20. A Micropolítica na Área de Saúde - (1992) | pág. 135 |
| 21. Comentários à "Sexualidade" | pág. 141 |
| 22. Sexualidade - (1993) | pág. 143 |
| 23. Comentários a "O Trabalho com Grupos na Área de Saúde" | pág. 149 |
| 24. O Trabalho com Grupos na Área de Saúde - (1995) | pág. 151 |
| 25. Comentários à "Triagem em Grupos na Área de Saúde Mental" | pág. 161 |
| 26. Triagem em Grupo na Área de Saúde Mental - (1996) | pág. 163 |
| 27. Comentários a "A Relação Médico-Paciente na Prática Cotidiana. A Abordagem ao Paciente Psicossomático" | pág.171 |
| 28. A Relação Médico-Paciente na Prática Cotidiana. A Abordagem ao Paciente Psicossomático - (1995) | pág. 173 |
| 29. Comentários a "O Ideal Ascético em Freud e em Nietzsche e sua Importância na Clínica" | pág. 191 |
| 30. O Ideal Ascético em Freud e em Nietzsche e sua Importância na Clínica - (1996) | pág. 193 |
| 31. Comentários a "Treinamento em Saúde Mental para Equipes de Saúde" | pág. 205 |
| 32. Treinamento em Saúde Mental para Equipes de Saúde - (1996) | pág. 213 |
| 33. Comentários à "Terapia Grupal Interdisciplinar de Psicóticos" | pág. 229 |
| 34. Terapia Grupal Interdisciplinar de Psicóticos - (1996) | pág. 237 |
PRÓLOGO
Este livro contém os principais
trabalhos que escrevi, nos últimos vinte anos, precedidos de comentários
elaborados durante 1997. Tive diversas intenções ao reunir,
desta forma, a minha produção teórica e prática.
Aponto-as, aqui, como uma forma de chamar a atenção do leitor.
Seria bom, porém, que outros modos de aproveitar o que escrevi fossem
descobertos.
1 - Colocar de forma simples e clara temas
importantes em Saúde Mental, com exemplos práticos.
2 - Traçar uma história
da evolução das Políticas de Saúde Mental e
sua correlação com os diversos momentos políticos
gerais.
3 - Mostrar algo do que tem acontecido
no Movimento pela transformação da Assistência em Saúde
Mental.
4 - Problematizar e mostrar minha inserção
como psicanalista no âmbito da Saúde Coletiva.
5 - Colocar em questão a situação
do Profissional de Saúde, com ênfase na busca de práticas
transformadoras para o dia-a-dia.
6 - Criticar a Formação
Médica e mostrar práticas alternativas de Ensino.
7 - Comentar a teoria e apresentar exemplos
de práticas grupais e institucionais.
8 - Demonstrar a influência, na
minha prática, do estudo da Filosofia, bem como esboçar uma
avaliação filosófica da obra de Freud.
9 - Especificar diversos modos de Treinamento
para Equipes de Saúde e de Educação para a Saúde.
10 - Mostrar um percurso na procura de
uma terapia das psicoses, chegando ao questionamento do conceito de psicose=doença
e à pesquisa da regressão induzida como arma terapêutica.
O leitor perceberá, ao longo da
leitura dos trabalhos e comentários, que partimos, há vinte
anos, de uma situação desesperadora na área de Saúde
Mental.
Por um lado, o modelo hospitalocêntrico
predominava, servindo de amortecedor das contradições sociais
e de triturador de vidas humanas. De outro, o profissional não tinha
liberdade de escolher as técnicas a serem empregadas e a sua organização,
enquanto categoria, estava muito limitada.
Mesmo com a progressiva deterioração
das condições de Assistência à Saúde
no país, nos últimos anos, a área de Saúde
Mental destaca-se pelos avanços constantes.
Apesar das angústias do cotidiano
e do muito que existe a ser conquistado, podemos perceber claramente as
mudanças em avaliações de longo prazo.
A internação psiquiátrica
vem sendo alvo de questionamentos sérios, as alternativas à
mesma estão em crescente funcionamento, a oferta ambulatorial está
em expansão, as práticas alternativas multiplicam-se rapidamente,
com excelentes resultados. Os Centros de Atenção Psicossocial
são uma realidade.
Podemos atribuir o quadro positivo descrito
a alguns fatores, dentre os quais, o despertar para a cidadania dos usuários
da assistência à Saúde Mental, a economia de recursos
que as práticas alternativas proporcionam e, talvez principalmente,
à expansão, entre os Profissionais de Saúde Mental,
de uma visão mais global da situação que enfrentam,
compreendendo-a como um conjunto integrado bio-psico-sócio-econômico-político.
As práticas reducionistas, sejam
elas organicistas ou psicologizantes, cedem lugar, progressivamente, àquelas
que consideram toda a complexidade da situação do sofrimento
"mental", levando às práticas multidisciplinares, mais resolutivas
e abrangentes.
Toda a modificação, citada
acima, tem como pano de fundo a crise de paradigmas que estamos vivendo
neste fim de século.
Na área de Saúde Mental,
a manutenção do paradigma cartesiano leva à exclusão
de vivências humanas, com a conseqüente destruição
dos portadores daquelas mais, ainda, assustadoras, além do empobrecimento
das nossas possibilidades.
Porém, este mesmo paradigma é
o que conduziu à destruição de povos inteiros, às
guerras para defesa de certezas, e pode abalar, de modo irreversível,
a ecologia do nosso planeta.
Portanto, ao continuarmos o trabalho de
crítica e de procura de práticas transformadoras em Saúde
Mental, estamos "pensando localmente" um problema global do Homem.
Deixo, também, felizmente, problemas
não resolvidos. Dentre eles, destaco alguns:
1 - A articulação entre
as lutas molares e moleculares. Enfim, a eterna discussão da correlação
entre as ações micro e macropolíticas e suas conseqüências
práticas.
2 - A procura de formas de articulação
entre profissionais de saúde e usuários do Sistema, utilizando
os canais oficiais de participação (Conferências de
Saúde e Conselhos de Saúde) e criando outras.
3 - A pesquisa da regressão (induzida)
na terapia das psicoses, com a implicação desta prática
no questionamento da correlação psicose=doença.
4 - O que será aproveitado dos
conceitos psicanalíticos, após a crítica filosófica,
e suas possibilidades de articulação com práticas
terapêuticas não verbais e grupais.
5 - O papel do Profissional de Saúde
Mental na transformação da sociedade, em suas ações
profissionais e enquanto cidadãos.
6 - O destino da internação
psiquiátrica e do lugar da loucura no imaginário da Humanidade.